Não importa quando, vai chegar.
Em um País pequeno existe cidade que ninguém se importa com o nome. A quantidade de habitantes é irrelevante, a extensão do território não interessa e a situação econômica é muito chata. Nessa Cidade sem valor para ninguém vive uma pessoa diferenciada. Sozinha, essa pessoa mora em lugares escondidos e escuros. Todos os habitantes miseráveis desse lugar medonho sabem de sua existência. Mas ninguém se atreve a apelidá-lo, não há uma viva alma que tenha coragem de falar sobre isso.
Essa pessoa escondida tem apenas um objetivo, acertar um soco na cara de cada pessoa na cidade. Trinta por cento do total de pessoas já sentiram a pancada forte do punho do desconhecido. Todas não superaram o trauma. A força do impacto deixa marca, o som contra os ossos da mandíbula produz sequelas e a dor dura por meses.
As vítimas acordam no hospital. Antes de suas cabeças atingirem o chão elas já estão desmaiadas. As próximas dores virão depois. Para os muito azarados há um segundo impacto. Se trata do encontro do crânio com o chão duro. Alguns, na esperança se safarem de um sofrimento muito elevado apenas andam por terrenos de terra. São espertos, se a sua cabeça vai se chocar com o solo, torça pra que esse solo não seja mármore ou asfalto.
Enquanto todos estão seguindo suas vidas com medo, o desconhecido está na espreita, esperando, sem pressa. Ele malha seu braço, aperfeiçoa sua técnicas, avalia as vítimas e escolhe com precisão. A seleção das vítimas é imparcial, a hora de cada um chegará. Pois o socão vai achar todos.
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