Alunas
Duas personagens, a mãe e a filha. Ambas estão na cozinha, é horário de preparar o almoço. A mãe quer ensinar a filha cozinhar. Por muitos dias a mãe se esforça, mas a filha não quer saber daquilo. A mãe então desiste, pois aquilo parecia impossível.
Anos se passam, a filha vai morar sozinha. Na solidão ela se lembra da maravilhosa comida de sua mãe. Que no passado saboreava em todos os dias. Querendo aprender sobre a culinária da mãe, a filha passa um tempo em sua antiga casa. Sua mãe, que em outro momento havia desistido, agora ensina novamente. Ambas muito empenhadas obtêm o mesmo resultado que antes, uma comida horrível. Cansada do seu fracasso, a filha volta para casa derrotada.
O tempo se passa novamente, a mãe alerta a filha por uma rede social que sente saudade. A filha se pergunta se aquilo é vergonhoso ou lindo. A intenção era boa, mas a execução foi terrível. Erros de ortografia gritantes, problemas de correção automática, uso excessivo de rostos e de desenhos, risadas aleatórias e fotos constrangedoras, tudo em uma única postagem. Mais do que depressa ela contacta sua mãe e tenta explicar a forma correta de se portar em uma rede social. Dois dias se passam e sua mãe faz outra postagem igual aquela. Para resolver isso, a filha adianta a visita que planejava e tenta ensinar sua mãe passo a passo para usar as redes. Essa atividade levou horas.
De volta a sua casa a filha encontra uma nova postagem da mãe. Não há diferença das outras. Com a raiva manda sua mãe cozinhar, que é o que ela sabe fazer. Quando se acalmou, a filha pensou e comparou sua habilidade com as redes sociais com a habilidade de cozinhar da sua mãe. Ela só percebeu que a comparação era estúpida quando notou que a habilidade da mãe era infinitamente melhor.
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