Sábado de sol
Era sábado, era uma manhã linda. O frio noturno ainda não tinha dado lugar ao calor do sol. Oito horas marcava o relógio do celular que era visualizado a cada cinco minutos. O dia não havia nem começado ainda, mas ele já estava em pé, andando e não pensando. Afinal se pensasse como devia teria convencido sua esposa à ficar em casa dormindo. Para aquele casal sábado era dia de descanso, mas infelizmente não aquele, pois estava reservado para compras. O casal entrava em lojas e mais lojas, o marido apenas diferenciava elas como: com cadeira e sem cadeira. As lojas que tinham cadeiras eram ótimas, ele podia sentar e tentar dormir enquanto sua esposa fazia as compras para ele, para ela e para casa. Roupas para ela eram preciso experimentar, atividade que levava tempo. Esse tempo era muito bem aproveitado quando haviam cadeiras para que seu marido pudesse fazer nada. Lojas sem cadeiras eram duplamente horríveis, ele não podia descansar e ela não podia fazer compras em paz porque seu marido ficava reclamando.
Em uma das lojas os assentos ficavam em frente aos provadores. Cada peça de roupa vestida ela perguntava a opinião de seu marido. As opiniões eram sempre positivas. Ela sairia daquele lugar bem feliz e com a autoestima elevada, mas no fundo sabia que seu marido só queria ir pra casa dormir.
No fim das compras e da viagem de carro, o casal chegou em casa. Ela estava toda animada para tirar as coisas das sacolas, estranhamente seu marido também. Depois de procurar um tempo ele pega um cobertor, se enrola, deita no sofá e diz - Ótimas compras hoje.
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